terça-feira, 11 de agosto de 2015

Geometria Transcendente

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 7 - Evolução e Hereditariedade

Neste trecho André Luiz explica que mesmo sendo submetido às leis de hereditariedade, o espírito pode influenciar a formação de seu corpo físico, alterando as recombinações possíveis nos cromossomos durante a divisão celular. Esta influência exercida pelo espírito é limitada segundo o merecimento de que disponha e estabelecida pela programação necessária ao reencarnante.

Estas alterações são comandadas por agentes magnéticos sobre a permuta de genes realizada no embrião, em formação no útero. 
"Chegada a essa eminência, a criatura submete-se à lei da hereditariedade, com o direito de alterar-lhe as disposições fundamentais até ponto não distante do limite justo, segundo o merecimento de que disponha. Para ajudar aos semelhantes na escalada a mais ampla aquisições na senda evolutiva, recolhe, assim, concurso precioso dos organizadores do progresso, na mitose do ovo que lhe facultará novo corpo no mundo, de vez que toda permuta de cromossomas, no vaso uterino, está invariavelmente presidida por agentes magnéticos ordinários ou extraordinários, conforme o tipo da existência que se faz ou refaz, com as chaves da hereditariedade atendendo aos seus fins.
Eis por que, interpretando os cromossomas à guisa de caracteres em que a mente inscreve, nos corpúsculos celulares que a servem, as disposições e os significados dos seus próprios destinos, caracteres que são constituídos pelos genes, como as linhas são formadas de pontos, genes aos quais se mesclam os elementos chamados bióforos(1), e tomando os bióforos, nesses pontos, como sendo os grânulos de tinta que os colorem, será lícito comparar os princípios germinativos, nos domínios inferiores, aos traços da Geometria elementar, que apenas cogita de linhas e figuras simples da evolução, para encontrar, nesses mesmos princípios, nos domínios superiores da alma, a Geometria transcendente, aplicada aos cálculos diferenciais e integrais das questões de causa e efeito."

1. Bióforos: representam “unidades de força” psicossômica e através dos quais são projetadas sobre as células os estados da mente, determinando até mesmo, a saúde ou a doença, o equilíbrio orgânico ou não (Fonte: http://www.guia.heu.nom.br/bioforo.htm). O menor corpo de matéria capaz de ter vida e que pode ser identificado com os grânulos visíveis da cromatina (Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

domingo, 9 de agosto de 2015

Hereditariedade e Afinidade

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 7 - Evolução e Hereditariedade

André Luiz explica que nos tempos primordiais os arquitetos espirituais comandavam a elaboração das formas auxiliando o princípio inteligente, que com o decorrer das experiências de encarnação e desencarnação, adquire conhecimentos que lhe confere responsabilidade sobre a sua própria formação.

Que é compelido a reencarnar na Terra ou a viver além da morte, entre os seus semelhantes, porque hereditariedade e afinidade nos planos físico e extrafísico, respectivamente, são leis incontestáveis, sob as quais a alma se diferencia para a esfera superior.
"Nas épocas remotas, os semeadores divinos guiavam a elaboração das formas, traçando diretrizes ao mundo celular, em favor do princípio inteligente, então conduzido ante a sociedade espiritual como a criança irresponsável ante a sociedade humana; todavia, à medida que se lhe alteia o conhecimento, passa a responsabilizar-se por si mesmo, pavimentando o caminho que o investirá na posse da herança celestial no regaço da Consciência Cósmica.
Com alicerces na hereditariedade, toma a forma física e se desvencilha dela para retomá-la em nova reencarnação capaz de elevar-lhe o nível cultural ou moral, quando não seja para refazer tarefas que deixou viciadas ou esquecidas na retaguarda.
Contudo, ligado inevitavelmente aos princípios de sequência, é compelido a renascer na Terra, ou a viver além da morte, com raras exceções, entre os seus próprios semelhantes, porquanto hereditariedade e afinidade no plano físico e no plano extrafísico, respectivamente, são leis inelutáveis, sob as quais a alma se diferencia para a esfera superior por sua própria escolha, aprendendo com larga soma de esforço a reger-se pelo bem invariável, que, assegurando-lhe equilíbrio, também lhe confere poder sobre os fatores circunstanciais do próprio ambiente, a fim de criar valores mais nobres para os seus impulsos de perfeição."

sábado, 8 de agosto de 2015

Construção do Destino

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 7 - Evolução e Hereditariedade

Neste trecho André Luiz nos explica que as células passaram por profundas transformações para se tornarem heterotróficas(1) e que entre as esferas terrena e espiritual adquiriram novas estruturas possibilitando variadas funções aos protozoários.

Nos seres pluricelulares, as células passam por especializações, originando os tecidos, órgãos e sistemas. No reino hominal o aparelho reprodutivo se especializa, com características próprias na mulher e no homem, comandados pelo chacra genésico.

No processo reprodutivo, os cromossomos maternos e paternos se mesclam, atendendo às leis genéticas do organismo e à influência do espírito reencarnante, fixando as características peculiares necessárias à sua expressão na encarnação.

"Sofrem as células transformações profundas, porque o elemento espiritual deve agora viver como ser alótrofo(1), somente conseguindo manter-se com o produto de matérias orgânicas já elaboradas.
Com a passagem do tempo, e sob a inspiração dos arquitetos espirituais que lhe orientam a evolução da forma, avança na rota do progresso, plasmando implementos novos no veículo de expressão.
Entre a esfera terrena e a esfera espiritual, adquire os orgânulos particulares com que passa a atender variadas funções entre os protozoários, como sejam, os vacúolos(2) pulsáteis para a sustentação do equilíbrio osmótico e os vacúolos digestivos para o equilíbrio da nutrição.
Nos metazoários(3), conquista um carro fisiológico, estruturado em aparelhos e sistemas constituídos de órgãos, que, a seu turno, são formados de tecidos, compostos por células em complicado regime de diferenciação e, passando por longas e porfiadas metamorfoses, atinge o reino hominal, em que os gametas se erigem, especializados e seguros, no aparelho de reprodução, com elementos e recursos característicos para o homem e para a mulher, no imo do centro genésico(4), entre os aparelhos de metabolismo e os sistemas de relação.
No ato da fecundação, reúnem-se os pronúcleos(5) masculino e feminino, mesclando as unidades cromossômicas paternas e maternas, a fim de que o organismo, obedecendo à repetição na lei da hereditariedade, se desenvolva dentro dos caracteres genéticos de que descende; mas agora, no reino humano, o Espírito, entregue ao comando da própria vontade, determina com a simples presença ou influência, no campo materno, os mais complexos fenômenos endomitóticos(6) no interior do ovo, edificando as bases de seu próprio destino, no estágio da existência cujo início o berço assinala."

1. Alótrofo (ou heterótrofo): que não é capaz de produzir seu próprio alimento orgânico.
2. Vacúolo: cavidade do citoplasma das células, que contém diversas substâncias em solução.
3. Metazoários: animal pluricelular (por oposição a protozoário).
4. Centro Genésico (ou chacra genésico): centro de força vital responsável pelo funcionamento dos órgãos de reprodução.
5. Pronúcleo: o núcleo dos gametas masculino e feminino, antes da fecundação.
6. Endomitótico: relativo à endomitose, em que ocorre a multiplicação dos cromossomos sem a divisão celular.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos e Dicionário Online de Português).

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Arquivo dos Reflexos Condicionados

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 7 - Evolução e Hereditariedade

Através das experiências infinitamente recapituladas nos planos físico e extrafísico no reino vegetal, o princípio inteligente se torna apto à diferenciação como flagelado(1), ingressando no reino animal, onde o corpo espiritual, como uma protoforma humana, apresenta formas mais complexas. O sistema nervoso, como a sede dos instintos superiores, apresenta-se capaz de arquivar reflexos condicionados.
"Através dos estágios "nascimento-experiência-morte-experiência-renascimento", nos planos físico e extrafísico, as crisálidas(2) de consciência, dentro do princípio de repetição, respiram sob o sol como seres autótrofos(3) no reino vegetal, onde as células, nas espécies variadas em que se aglutinam, se reproduzem de modo absolutamente semelhante.
Nesse domínio, o princípio inteligente, servindo-se da herança, e por intermédio das experiências infinitamente recapituladas, habilita-se à diferenciação nos flagelados, ascendendo progressivamente à diferenciação maior na escala animal, em que o corpo espiritual, à feição de protoforma humana, já oferece moldes mais complexos, diante das reações do sistema nervoso, eleito para sede dos instintos superiores, com a faculdade de arquivar reflexos condicionados."

1. Flagelado: ramo de protozoários (animais unicelulares), caracterizados pela presença de flagelos.
2. Crisálida: analogia com o estado intermediário por que passam certos insetos para se transformar de lagarta (larva) em borboleta.
3. Autótrofo: organismo que é capaz de produzir seu próprio alimento orgânico, a partir de substâncias simples e de uma fonte de energia, comumente a luz solar.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Fatores da Hereditariedade

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 7 - Evolução e Hereditariedade

Vemos aqui que no processo evolutivo das células, o núcleo sofre diversas transformações como o surgimento dos cromossomos(1) (que é o material genético responsável pela hereditariedade no processo reprodutivo) e que vão lentamente adquirindo o formato atual. São experimentados diversos processos de divisão celular até se chegar no processo de divisão chamado mitose.

Os cromossomos recebem toda a atenção dos Construtores Espirituais, pois através do núcleo mantêm-se a junção das forças físicas e espirituais, onde se verifica o impulso mental, comandando o processo reprodutivo das células e definindo as leis de hereditariedade e afinidade.
"Na intimidade dos corpúsculos simples que evoluiriam para a feição de máquinas microscópicas, formadas de protoplasma e paraplasma, fixam-se, vagarosamente, sob influenciação magnética, os fragmentos de cromatina(2), organizando-se os cromossomas em que seriam condensadas as fórmulas vitais da reprodução.
Processos múltiplos de divisão passam a ser experimentados.
A divisão direta ou amitose(3) é largamente usada para, em seguida, surgir a mitose ou divisão indireta, em que as alterações naturais da mônada celeste se refletem no núcleo, prenunciando sempre maiores transformações.
Lentamente, os cromossomos adquirem a sua apresentação peculiar, em forma de "ponto-alça-bastonete-bengala" (Figura 1), e a evolução que lhes diz respeito na cariocinese(4), desde a prófase à telófase(5), merece a melhor atenção dos construtores divinos, que através do centro celular mantêm a junção das forças físicas e espirituais, ponto esse em que se verifica o impulso mental, de natureza eletromagnética, pelo qual se opera o movimento dos cromossomas, na direção do equador para os polos da célula, cunhando as leis da hereditariedade e da afinidade que se vão exercer, dispondo nos cromatídeos, em forma de granulações perfeitamente identificáveis entre o leptotênio e o paquitênio(6), os genes ou fatores da hereditariedade, que, no transcurso dos séculos, são fixados em número e valores diferentes para cada espécie."

Figura 1. Formas dos cromossomos. (A figura não consta do conteúdo original do livro).


1. Cromossomo: cada um dos filamentos presentes no núcleo das células eucariontes, constituído basicamente por DNA e proteínas; nele situam-se os genes.
2. Cromatina: substância facilmente corável encontrada no núcleo das células, formada principalmente pelos cromossomos.
3. Amitose: divisão celular simples e direta por fragmentação; o núcleo da célula, graças a um estrangulamento cada vez mais profundo, acaba por se dividir em duas partes, frequentemente desiguais. É fenômeno próprio das células envelhecidas, mas normal em protozoário como a ameba.
4. Cariocinese: modo de multiplicação das células, por divisão indireta; mitose.
5. Prófase a telófase: etapas da mitose, divisão celular que ocorre em todas as células do corpo.
6. Leptotênio e paquitênio: etapas da meiose, divisão celular que ocorre nas células reprodutivas (gametas).
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Princípio Inteligente e Hereditariedade

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 7 - Evolução e Hereditariedade

André Luiz nos explica que durante o processo evolutivo da vida na Terra, os Arquitetos Espirituais gastaram vários séculos para preparar as células vegetais, combinando elementos primordiais, resultando em um intercâmbio seguro entre o núcleo e o citoplasma. A partir daí, o princípio inteligente passa a se desenvolver do ponto de vista fisiopsicossomático, definindo assim, tanto a forma física quanto a forma espiritual futuras.
"Reportando-nos à lei da hereditariedade, é imperioso, de certo modo, recordar a Geometria para simplificar-lhe os conceitos.
Considerando a Geometria por ciência que estuda as propriedades do espaço limitado, vamos encontrar a hereditariedade como lei que define a vida, circunscrita à forma em que se externa.
Só a inteligência consegue traçar linhas inteligentes.
Em razão disso, e atendendo-se aos objetivos finalistas do Universo, não será possível esquecer o plano divino, quando se trate de qualquer imersão mais profunda na Genética, ainda mesmo que isso repugne aos cultores da ciência materialista.
Como se estruturaram os cromatídeos(1) nos cromossomos é problema que, de todo, por enquanto, nos escapa ao sentido, mas sabemos que os arquitetos espirituais, entrosados à Supervisão Celeste, gastaram longos séculos preparando as células que serviriam de base ao reino vegetal, combinando nucleoproteínas a glúcides(2) e a outros elementos primordiais, a fim de que se estabelecessem um nível seguro de forças constantes, entre a bagagem do núcleo e do citoplasma.
Com semelhante realização, o princípio inteligente começa a desenvolver-se do ponto de vista fisiopsicossomático.
Não apenas a forma física do futuro promete então revelar-se, mas também a forma espiritual."

1. Cromatídeo: cada metade de um cromossomo, resultante do processo de divisão celular (mitose).
2. Glúcides: carboidratos.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).