quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Outros Processos Simbióticos

Livro: Evolução em Dois Mundos
Autor Espiritual: André Luiz

Primeira Parte - Capítulo 14 - Simbiose Espiritual

As simbioses mentais podem ser benéficas, quando o desencarnado apresenta mais inteligência e conhecimento do que os que permaneceram no plano físico, mas encontra-se ainda muito ligado a estes, podendo ajudá-los.

De outras vezes, podem ser prejudiciais, quando são relações de ódio que originam estas simbioses, com o desencarnado  agindo sobre o perispírito do encarnado (ação que se refletirá no corpo físico), alterando-lhe a saúde e os padrões de comportamento.


"De outras vezes, o desencarnado que teme as experiências do Mundo Espiritual ou que insiste em prender-se por egoísmo aos que jazem na retaguarda, se possui inteligência mais vasta que a do hospedeiro, inspira-lhe atividade progressiva que resulta em benefício do meio a que se vincula, tal como sucede com a bactéria nitrificadora na raiz da leguminosa.

Noutras circunstâncias, porém, efetua-se a simbiose em condições infelizes, nas quais o desencarnado permanece eivado de ódio ou perversidade enfermiça ao pé das próprias vítimas, inoculando-lhes fluidos letais, seja copiando a ação do cogumelo que se faz verdugo da orquídea, impulsionando-a a situações anormais, quando não lhe impõe lentamente a morte, seja reproduzindo a atitude das algas invasoras no corpo dos anelídeos, conduzindo-os a longas perturbações, fenômenos esses, no entanto, que capitularemos, com apontamentos breves, em torno do vampirismo, como responsável por vários distúrbios do corpo espiritual a se estamparem no corpo físico."

Histeria* e Psiconeurose**

Livro: Evolução em Dois Mundos
Autor Espiritual: André Luiz

Primeira Parte - Capítulo 14 - Simbiose Espiritual

As simbioses mentais podem acarretar em distúrbios orgânicos e psicológicos produzidos pelas mentes desencarnadas, que se aproveitam destes estados emocionais em desequilíbrio para ampliar sua influência sobre o encarnado. É citado como exemplo, a histerepilepsia (histeria com características epiléticas, em que ocorrem espasmos e convulsões). André Luiz explica que inúmeros psiconeuróticos, de difícil diagnóstico, apresentam semelhante simbiose.

Quando desencarna, o espírito aprende a elaborar novos recursos magnéticos, para sua própria manutenção no plano espiritual, facultando-lhe condições de se imantar aos encarnados, impondo-lhes seus pensamentos e dominando suas ações. Para que ocorra esta simbiose é necessário que os envolvidos encontrem-se em sintonia de sentimentos e pensamentos, refletindo-se mutuamente, até que as situações dolorosas da vida lhes levem à mudanças comportamentais.


"Entretanto, as simbioses dessa espécie, em que tantas existências respiram em reciprocidade de furto psíquico, não se limitam aos fenômenos desse teor, nos quais Espíritos desencarnados, estanques em determinadas concepções religiosas, anestesiam ou infantilizam temporariamente consciências menos aptas ao autocontrole, porquanto se expressam igualmente nas moléstias nervosas complexas, como a histerepilepsia¹, em que o paciente sofre o espasmo tônico² em opistótono³, acompanhado de convulsões clônicas⁴ de feição múltipla, às vezes sem qualquer perda de consciência, equivalendo a transe mediúnico autêntico, no qual a personalidade invisível se aproveita dos estados emotivos mais intensos para acentuar a própria influenciação.

E, na mesma trilha de ajustamento simbiótico, somos defrontados na Terra, aqui e ali, pela presença de psiconeuróticos da mais extensa classificação, com diagnose extremamente difícil, entregues aos mais obscuros quadros mentais, sem se arrojarem à loucura completa.

Tais entidades imanizadas ao painel fisiológico e agregadas a ele sem o corpo de matéria mais densa, vivem assim, quase sempre por tempo longo, entrosadas psiquicamente aos seus hospedadores, porquanto o Espírito humano desencarnado, erguido a novo estado de consciência, começa a elaborar recursos magnéticos diferenciados, condizentes com os impositivos da própria sustentação, tanto quanto, no corpo terrestre, aprendeu a criar, por automatismo, as enzimas e os hormônios que lhe asseguravam o equilíbrio biológico, e, impressionando o paciente que explora, muita vez com a melhor intenção, subjuga-lhe o campo mental, impondo-lhe ao centro coronário a substância dos próprios pensamentos, que a vítima passa a acolher qual se fossem os seus próprios. Assim, em perfeita simbiose, refletem-se mutuamente, estacionários ambos no tempo, até que as leis da vida lhes reclamem, pela dificuldade ou pela dor, a alteração imprescindível."


*Histeria: psiconeurose que se manifesta através de um conjunto variado de distúrbios psíquicos, sensoriais e motores, considerados como expressão orgânica de conflitos inconscientes.

**Psiconeurose: transtorno funcional, que se manifesta mediante perturbações orgânicas (respiratórias, digestivas, excretoras, genitais) e desequilíbrios psíquicos.

1. Histerepilepsia: histeria com características epiléticas, em que ocorrem espasmos e convulsões.

2. Espasmo Tônico: espasmo caracterizado por uma tensão contínua.

3. Opistótono: contração espasmódica em que a cabeça e os calcanhares se voltam para trás, enquanto o tronco se dobra para a frente, assumindo o corpo uma postura em forma de arco.

4. Clônico: referente a espasmos ou contrações espasmódicas.

(Fonte: Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos - José Marques Mesquita).












quinta-feira, 2 de julho de 2020

Simbiose das Mentes

Livro: Evolução em Dois Mundos
Autor Espiritual: André Luiz

Primeira Parte - Capítulo 14 - Simbiose Espiritual

As associações de mentes entre encarnados e desencarnados assemelham-se aos processos de simbiose vistos na natureza. Desencarnados ainda amedrontados e confusos no plano espiritual aproximam-se dos familiares encarnados que abrigam-lhe as ideias, permitindo assim um consórcio mental, em que o desencarnado domina os pensamentos do encarnado e subtrai-lhe a vitalidade. O encarnado se acomoda a este processo e, de certa forma, encontra-se protegido do assédio de desencarnados ainda mais desequilibrados.

"Semelhantes processos de associação aparecem largamente empregados pela mente desencarnada, ainda tateante, na existência além-túmulo.
Amedrontada perante o desconhecido, que não consegue arrostar de pronto, vale-se da receptividade dos que lhe choram a perda e demora-se colada aos que mais ama.
E qual cogumelo que projeta para dentro dos tecidos da alga dominadores apêndices, com os quais lhe suga grande parte dos elementos orgânicos por ela própria assimilados, o Espírito desenfaixado da veste física lança habitualmente, para a intimidade dos tecidos fisiopsicossomáticos daqueles que o asilam, as emanações do seu corpo espiritual, como radículas alongadas ou sutis alavancas de força, subtraindo-lhes a vitalidade, elaborada por eles nos processos da biossíntese, sustentando-se, por vezes, largo tempo, nessa permuta viva de forças.
Qual se verifica entre a alga e o cogumelo, a mente encarnada entrega-se, inconscientemente, ao desencarnado que lhe controla a existência, sofrendo-lhe temporariamente o domínio até certo ponto, mas, em troca, à face da sensibilidade excessiva de que se reveste, passa a viver, enquanto perdure semelhante influência, necessariamente protegida contra o assalto de forças ocultas ainda mais deprimentes. Por esse motivo, ainda agora, em plena atualidade, encontramos os problemas da mediunidade evidente, ou da irreconhecida, destacando, a cada passo, inteligências nobres intimamente aprisionadas a cultos estranhos, em matéria de fé, as quais padecem a intromissão de idéias de terror, ante a perspectiva de se afastarem das entidades familiares que lhes dominam a mente através de palavras ou símbolos mágicos, com vistas a falaciosas vantagens materiais. Essas inteligências fogem deliberadamente ao estudo que as libertaria do cativeiro interior, quando não se mostram apáticas, em perigosos processos de fanatismo, inofensivas e humildes, mas arredadas do progresso que lhes garantiria a renovação."

Simbiose Exploradora

Livro: Evolução em Dois Mundos
Autor Espiritual: André Luiz

Primeira Parte - Capítulo 14 - Simbiose Espiritual

As simbioses exploradoras (ou parasitismo) são relações desarmônicas entre espécies diferentes, em que somente uma das partes se beneficia na busca de alimento, enquanto a outra é prejudicada. Existem inúmeros exemplos envolvendo tanto animais como vegetais.

"Contudo, além desses fenômenos em que a simbiose é simples e útil, temos as ocorrências desagradáveis, como sejam as micorrizas das orquidáceas, em que o cogumelo comparece como invasor da raiz da planta, caso esse em que a planta assume atitude anormal para adaptar-se, de algum modo, às disposições do assaltante, encontrando, por vezes, a morte, quando persiste esse ou aquele excesso no conflito para a combinação necessária.
Nesse acontecimento, como assinalou Caullery, com justeza de conceituação, tal simbiose deve ser capitulada na patologia comum, por enquadrar-se perfeitamente ao parasitismo.
Identificaremos, ainda, a simbiose entre algas e animais, em que as algas se alojam no plasma das células que atacam, como acontece a protozoários e esponjas, turbelários e moluscos, nos quais se implantam seguras."

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Simbiose Útil

Livro: Evolução em Dois Mundos
Autor Espiritual: André Luiz

Primeira Parte - Capítulo 14 - Simbiose Espiritual


Para descrever sobre a ocorrência de relações simbióticas úteis, em que a associação entre duas espécies resulta em vantagens mútuas, André Luiz utiliza-se de exemplos existentes em vegetais. É descrita a relação entre um fungo e uma alga que associados originam o líquen, em que ambos são beneficiados e que quando cultivados de forma isolada apresentam-se frágeis e vulneráveis. Exemplifica também por meio da relação entre plantas leguminosas e bactérias.

"Revisemos, assim, a simbiose entre os vegetais, como, por exemplo, a que existe entre o cogumelo e a alga, na esfera dos líquens, em que as hifas ou filamentos dos cogumelos se intrometem nas gonídias ou células das algas e projetam-lhes no interior certos apêndices, equivalendo a complicados haustórios, efetuando a sucção das matérias orgânicas que a alga elabora por intermédio da fotossíntese. 
O cogumelo empalma-lhe a existência, todavia, em compensação, a alga se revela protegida por ele contra a perda de água, e dele recolhe, por absorção permanente, água e sais minerais, gás carbônico e elementos azotados, motivo pelo qual os líquens conseguem superar as maiores dificuldades do meio.
Entretanto, o processo de semelhante associação pode estender-se em ocorrências completamente novas. É que se dois líquens, estruturados por diferentes cogumelos, se encontram, podem viver, um ao lado do outro, com talo comum, pelo fenômeno da parabiose ou união natural de indivíduos vivos. 
Dessa maneira, a mesma alga pode produzir líquens diversos com cogumelos variados, podendo também suceder que um líquen se transfigure de aspecto, quando uma espécie micológica se sucede à outra. 
Julgava-se antigamente, na botânica terrestre, que os líquens participassem do grupo das criptogâmicas (1), mas Schwendener incumbiu-se de salientar-lhes a existência complexa, e Bonnier e Bornet, mais tarde, chamaram a si a obrigação de positivar-lhes a simbiose, experimentando a cultura independente de ambos os elementos integrantes, cultura essa que, iniciada no século findo, somente nos tempos últimos logrou pleno êxito, evidenciando, porém, que a vida desses mesmos componentes, sem o ajuste da simbiose, é indiscutivelmente frágil e precária. 
Outro exemplo de agregação da mesma natureza vamos encontrar em certas plantas leguminosas, que guardam os seus tubérculos nas raízes, cujas nodosidades albergam determinadas bactérias do solo que realizam a assimilação do azoto (2) atmosférico, processo esse pelo qual essas plantas se fazem preciosas à gleba, devolvendo-lhe o azoto despendido em serviço."
1. Criptogâmicas: referente ao vegetal que não se reproduz por meio de flores, e que tem os órgãos reprodutivos imperceptíveis a olho nu. Compreende as algas, os fungos, as ervas rasteiras e as samambaias.
2. Azoto: nitrogênio. 

Início da “Mentossíntese”

Livro: Evolução em Dois Mundos
Autor Espiritual: André Luiz

Primeira Parte - Capítulo 14 - Simbiose Espiritual


O homem inicia-se na geração do pensamento contínuo, estabelecendo assim, a permuta de pensamentos, em que emite e assimila ideias e radiações dos que convivem com ele, sejam encarnados ou desencarnados. A partir daí, os instintos que governavam a anterior condição animal transforma-se em desejos conscientes.

Ao morrer, vê-se privado das construções realizadas, assim como, do afeto dos que lhe partilhavam a vida, revoltando-se com a nova condição no plano espiritual. Atendendo aos próprios desejos, estabelece-se junto ao grupo familiar que permaneceu encarnado, compartilhando com eles a vivência comum.
"Erguido, porém, à geração do pensamento ininterrupto, altera-se-lhe, na individualidade, o modo particular de ser.
O princípio inteligente inicia-se, desde então, nas operações que classificaremos de “mentossíntese”, porque baseadas na troca de fluidos mentais multiformes, por intermédio dos quais emite as próprias ideias e radiações, assimilando as radiações e ideias alheias.
O impulso que lhe surgia na mente embrionária, por interesse acidental de posse, ante a necessidade de alimento esporádico, é agora desejo consciente. E, sobretudo, o anseio genésico instintivo que se lhe sobrepunha à vida normal em períodos certos converteu-se em atração afetiva constante.
Aparece, assim, a sede de satisfação invariável como estímulo à experiência e prefigura-se-lhe na alma a excelsitude do amor encravado no egoísmo, como o diamante em formação no carbono obscuro.
A morte física interrompe-lhe as construções no terreno da propriedade e do afeto e a criatura humana, a iniciar-se no pensamento contínuo, sente-se quebrada e aflita cada vez que se desvencilha do corpo carnal adulto.
A liberação da veste densa impõe-lhe novas condições vibratórias, como que obrigando-o à ocultação temporária entre os seus para que se lhe revitalizem as experiências, qual ocorre à planta necessitada de poda para exaltar-se em renovação do próprio valor.
Épocas numerosas são empregadas para que o homem senhoreie o corpo espiritual, nos círculos da consciência mais ampla, porque, como deve compreender por si o caminho em que se conduzirá para a glória divina, cabe-lhe também debitar a si mesmo os bens e os males, as alegrias e as dores da caminhada.
Arrebatado aos que mais ama e ainda incapaz de entender a transformação da paisagem doméstica de que foi alijado, revolta-se comumente contra as novas lições da vida a que é convocado, em plano diferente, e permanece fluidicamente algemado aos que se lhe afinam com o sangue e com os desejos, comungando-lhes a experiência vulgar.
Nesse sentido, será, pois, razoável recordar que em seu recuado pretérito aprendeu, automaticamente, a respirar e a viver justaposto ao hausto e ao calor alheios."

sábado, 13 de agosto de 2016

Sustento do Princípio Inteligente

Evolução em Dois Mundos
Capítulo 14 - Simbiose Espiritual

O princípio inteligente, durante o processo de evolução e progresso através da reencarnações no planeta, vivenciou variadas formas de obtenção dos alimentos necessários à manutenção constante de suas células. Experienciou diferentes estágios evolutivos, tais como, a fotossíntese nas plantas, a quimiossíntese nas bactérias e a biossíntese nos animais.
"O princípio inteligente, que exercitara a projeção de impulsos mentais fragmentários para nutrir-se durante largas eras, alçado ao plano espiritual, na condição de consciência humana desencarnada, começa a plasmar novos meios de exteriorização, em favor do sustento próprio.
No mundo das plantas, com o parênquima clorofiliano, aprendeu a decifrar os segredos da fotossíntese, absorvendo energia luminosa para elaborar as matérias orgânicas e lançando de si os gases essenciais que contribuem para o equilíbrio da atmosfera.
No domínio de certas bactérias, inteirou-se dos processos da quimiossíntese, aproveitando a energia química haurida na oxidação de corpos minerais.
Entre os seres superiores, consagrou-se à biossíntese, em novo câmbio de substâncias nos vários períodos da experiência física, para garantir a segurança própria, sob o ponto de vista material e energético.
Habituado aos fenômenos do anabolismo, na incorporação dos elementos de que se nutre, e do catabolismo, na desassimilação respectiva, automatiza-se-lhe a existência, em metamorfose contínua das forças que lhe alcançam a máquina fisiológica, por meio dos alimentos necessários à restauração constante das células e ao equilíbrio dos reguladores orgânicos."