terça-feira, 7 de julho de 2015

Formação das Algas

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 3 - Evolução e Corpo Espiritual

Como continuação dos dois posts anteriores (Primórdios da Vida e Nascimento do Reino Vegetal), neste trecho André Luiz nos fala do surgimento das algas, que apresentam os seguintes aprimoramentos: a presença da clorofila, permitindo a produção de alimento e oxigênio e o surgimento da reprodução sexuada, permitindo a variação das características genéticas dos seres vivos.
"Sustentado pelos recursos da vida, que na bactéria e na célula se constituem do líquido protoplásmico(1), o princípio inteligente nutre-se agora na clorofila(2), que revela um átomo de magnésio em cada molécula, precedendo a constituição do sangue de que se alimentará no reino animal.
O tempo age sem pressa, em vagarosa movimentação no berço da Humanidade, e aparecem as algas nadadoras, quase invisíveis, com as suas caudas flexuosas, circulando no corpo das águas, vestidas em membranas celulósicas(3), e mantendo-se à custa de resíduos minerais, dotadas de extrema motilidade e sensibilidade, como formas monocelulares em que a mônada já evoluída se ergue a estágio superior.
Todavia, são plantas ainda e que até hoje persistem na Terra, como filtros de evolução primária dos princípios inteligentes em constante expansão, mas plantas superevolvidas(4) nos domínios da sensação e do instinto embrionário, guardando o magnésio da clorofila como atestado da espécie.
Sucedendo-as, por ordem, emergem as algas verdes de feição pluricelular, com novo núcleo a salientar-se, inaugurando a reprodução sexuada(5) e estabelecendo vigorosos embates nos quais a morte comparece, na esfera de luta, provocando metamorfoses contínuas, que perdurarão, no decurso das eras, em dinamismo profundo, mantendo a edificação das formas do porvir."


1. Protoplasma: substância gelatinosa que constitui a massa essencial da célula animal e vegetal, sendo a base das funções vitais.
2. Clorofila: designação dos pigmentos verdes que contêm magnésio, e estão presentes nas células das plantas capazes de realizar fotossíntese, que consiste no processo de alimentação dos vegetais, através da síntese (elaboração) de substâncias orgânicas mediante a fixação do gás carbônico pela ação da luz solar.
3. Celulose: carboidrato que constitui a base dos tecidos vegetais e principalmente as paredes das células e das fibras.
4. Evolver: desenvolver-se gradualmente; evolucionar, evoluir.
5. Reprodução sexuada: relativo à reprodução com uso dos órgãos sexuais, ou com o concurso de células sexuais diferenciadas.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Nascimento do Reino Vegetal

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 3 - Evolução e Corpo Espiritual

Este post é continuação do post anterior (Primórdios da Vida) em que André Luiz faz um breve resumo do surgimento e evolução da vida na Terra, para embasar o estudo sobre o perispírito (corpo espiritual).
"Aparecem os vírus e, com eles, surge o campo primacial da existência, formado por nucleoproteínas(1) e globulinas(2), oferecendo clima adequado aos princípios inteligentes ou mônadas fundamentais, que se destacam da substância viva, por centros microscópicos de força positiva, estimulando a divisão cariocinética(3).
Evidenciam-se, desde então, as bactérias rudimentares, cujas espécies se perderam nos alicerces profundos da evolução, lavrando os minerais na construção do solo, dividindo-se por raças e grupos numerosos, plasmando, pela reprodução assexuada, as células primevas, que se responsabilizariam pelas eclosões do reino vegetal em seu início.
Milênios e milênios chegam e passam..."

1. Nucleoproteína: proteína que figura entre os constituintes fundamentais do núcleo da célula, e se localiza principalmente na cromatina, que é uma substância facilmente corável.
2. Globulina: composto de natureza proteica presente no plasma sanguíneo. É portadora de anticorpos e outros importantes substâncias, é, ainda, dos fatores de imunização e coagulação do sangue.
3. Cariocinético: que se processa na cariocinese, que é o modo de multiplicação das células, por divisão indireta (mitose).
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

domingo, 5 de julho de 2015

Primórdios da Vida

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 3 - Evolução e Corpo Espiritual

Para se compreender o perispírito torna-se necessário revermos os primórdios da vida no planeta Terra. Quando se formaram os mares e oceanos no planeta, surgiram as condições propícias ao surgimento da vida. As mônadas (que são o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações) manifestam-se através de rede filamentosa de protoplasma, permitindo a expressão da vida no planeta.
"Procurando fixar idéias seguras acerca do corpo espiritual, será preciso remontarmos, de algum modo, aos primórdios da vida na Terra, quando mal cessavam as convulsões telúricas(1), pelas quais os Ministros Angélicos da Sabedoria Divina, com a supervisão do Cristo de Deus, lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico(2) do Planeta.
A matéria elementar, de que o eletrão(3) é um dos corpúsculos-base(4), na faixa de experiência evolutiva sob nossa análise, acumulada sobre si mesma, ao sopro criador da Eterna Inteligência, dera nascimento à província terrestre, no Estado Solar a que pertencemos, cujos fenômenos de formação original não conseguimos por agora abordar em sua mais íntima estrutura.
A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva.
Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações...
Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior, as mônadas celestes exprimem-se no mundo através da rede filamentosa(5) do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído.
Séculos de atividade silenciosa perpassam, sucessivos..."

1. Telúrico: relativo a Terra; terrestre.
2. Ciclópico: colossal, gigantesco.
3. Eletrão: elétron.
4. Na Esfera Espiritual, em que estagiamos, o eletrão é também partícula atômica dissociável (Nota do Autor espiritual).
5. Filamentoso: que é constituído de fibras muito delgadas.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

sábado, 4 de julho de 2015

Corpo Espiritual Depois da Morte

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 2 - Corpo Espiritual

Após a desencarnação, o perispírito sofre alterações em seu funcionamento, principalmente nos centros gástrico e genésico. As mudanças também ocorrem em função do estado mental do espírito desencarnado, com consequências no movimento circulatório das forças que mantêm o perispírito.
"Em suma, o psicossoma¹ é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois da morte carnal, principalmente no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito.
Esse corpo que evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe são fronteiriças, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia² proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia³ imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantém o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei.
Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que as almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas nobres que abraçam, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos às necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível."

1. Psicossoma: corpo espiritual ou perispírito.
2. Adinamia: debilidade, perda de tônus; estado anormal de resistência e elasticidade de um tecido ou órgão.
3. Hiperdinamia: excesso de dinamia, que é o fenômeno patológico decorrente da exageração das propriedades orgânicas dos tecidos.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Exteriorização dos Centros Vitais

Evolução em Dois Mundos - Capítulo 2

Neste trecho André Luiz nos fala da intervenção de médicos e enfermeiros desencarnados a favor dos doentes encarnados, durante o sono físico.
"Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo em nossa rápida síntese, como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconheceremos facilmente que, como acontece na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro."

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Centros Vitais e Células

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 2 - Corpo Espiritual

Através dos centros vitais (ou chacras), o espírito determina a especialização das células que formam os órgãos do corpo físico. Esta especialização ocorre também no perispírito.

Assim como as células primitivas que surgiram nos oceanos no princípio da evolução da vida no planeta, as células do corpo físico, agora domesticadas, também apresentam necessidades próprias de sobrevivência, como nutrientes, oxigênio, água e canais de excreção; sendo que o sangue e o líquido intersticial proporcionam o meio aquoso necessário.
"São os centros vitais fulcros (1) energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação.
Essas células que obedecem às ordens do espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem do elemento primitivo, comum, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido (2) do oceano, quando as formações protoplasmáticas (3) nos lastrearam as manifestações primeiras.
Tanto quanto a célula individual, a personalizar-se na ameba, ser unicelular que reclama ambiente próprio e nutrição adequada para crescer e reproduzir-se, garantindo a sobrevivência da espécie no oceano em que respira, os bilhões de células que nos servem ao veículo de expressão, agora domesticadas, na sua quase totalidade em funções exclusivas, necessitam de substâncias especiais, água, oxigênio e canais de exoneração excretória para se multiplicarem no trabalho específico que nosso espírito lhes traça, encontrando, porém, esse clima, que lhes é indispensável, na estrutura aquosa de nossa constituição fisiopsicossomática (4), a expressar-se nos líquidos extracelulares, formados pelo líquido intersticial (5) e pelo plasma sanguíneo."

1. Fulcro: ponto ou base de sustentação; pivô de rotação.
2. Tépido: morno.
3. Protoplasmático: relativo ao protoplasma, isto é, substância gelatinosa que constitui a massa essencial da célula animal ou vegetal, sendo a base das funções vitais.
4. Fisiopsicossomático: relativo ao que pertence, simultaneamente, aos domínios do corpo físico e do psicossoma, sendo este o corpo espiritual ou perispírito.
5. Intersticial: que ocupa os interstícios, isto é, pequenos espaços situados no interior de uma estrutura, ou que separam órgãos contíguos do corpo.
(Fonte: Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Centro Coronário

Livro: Evolução em Dois Mundos
Primeira Parte - Capítulo 2 - Corpo Espiritual

O centro coronário (ou chacra coronário) é o ponto de interação entre o espírito e o corpo físico (em conjunto com o perispírito).

Os pensamentos e sentimentos emitidos pelo espírito, impregnam a mente e esta emite suas vibrações ao centro coronário, que envia as vibrações aos demais chacras. Estas vibrações imprimem nos órgãos do corpo físico as consequências de nossa conduta.
"Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas¹ organizadas.
Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.
A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino."

1. Fisiopsicossomático: relativo ao que pertence, simultaneamente, aos domínios do corpo físico e do psicossoma, sendo este o corpo espiritual ou perispírito (Mesquita, J.M. 1984. Elucidário do Livro Evolução em Dois Mundos).